As curiosidades do primeiro

February 21, 2019

Há muito o que dizer sobre a chegada de um bebê. Sem dúvida, ele é o rei porque necessita de vocês para adaptar-se à dureza de um mundo com ritmos e comodidades bem diferentes dos que desfrutava no ventre materno. Ele depende de vocês para se alimentar, dormir, manter-se sadio e aprender tudo que lhe será útil na vida, incluindo o amor. A rotina deve se adaptar às necessidades dessa nova criaturinha; e todos, pais e mães, querem se mostrar à altura e até mesmo ir além das tarefas puramente práticas, mas o mais importante é que não fiquem obcecados em cumprir essa incumbência com perfeição, nem em estabelecer laços afetivos com o bebê quase de imediato, afinal somos humanos. Às vezes, esses vínculos (os especialistas chamam de bonding em inglês) podem levar certo tempo para surgir e consolidar-se. A paciência será crucial, mas evidentemente existem maneiras de criar e reforçar esse laço afetivo.

Os primeiro dias de um bebê são repletos de novas experiências: comer, ter alguém que o vista, que troque fraldas, o primeiro banho...O pai e a mãe dividirão essas tarefas, mas tão importantes quanto isso é fazê-lo sentir-se querido e protegido o tempo todo. O contato físico será um veículo fundamental do carinho de vocês. Com suas carícias, vocês o fazem sentir-se protegido e ao mesmo tempo o estimulam a tomar consciência do próprio corpo. As massagens regulares também são outro método para entrar em contato pele a pele com o bebê. No colo, ele sentirá as batidas do coração dos pais, e vocês sentirão as dele.

Tão importante quanto acariciar o recém-nascido é falar frequentemente com ele em tom de voz doce e amável. Ao ouvir sua voz, ele aos poucos se familiarizará com ela. E, por incrível que pareça, também é fundamental olharem um para o outro. Se o contato visual direto é mostra de segurança e compromisso entre os adultos, olhar nos olhos do seu bebê lhe passará ternura e fará com que o vínculo mútuo se fortaleça. E, mais uma vez, paciência: o bebê nem sempre corresponderá ou manterá o olhar, pois ele precisa de tempo para aprender, para afinal entender quem está vendo.

Preparem-se para vivenciar mudanças espetaculares pelas quais ele passará já no primeiro mês de vida. Contudo, não se assustem, há coisas que são estranhas, mas são absolutamente normais. Os olhos do bebê, por exemplo, podem ficar inchados e um pouco avermelhados durante os primeiros dias; sua íris exibirá matizes cinzentos (alcançará a cor definitiva entre os 3 e 6 meses de vida), ele terá dificuldade de fixar o olhar, apresentando até mesmo certo estrabismo, e será especialmente sensível à luz intensa. A pele do bebê também pode apresentar um aspecto amarelado (icterícia) ou, ainda, manchas vermelho-escuras no pescoço, nariz e pálpebras. Também podem ter manchas brancas no céu da boca (Pérolas de Epstein) e cistos cheios de fluido nas gengivas. Fiquem tranquilos, papais! Tudo isso desaparecerá no primeiro mês de vida.

Contrariando velhas crenças que levavam à permanência do bebê em casa até mais de 2 semanas após o nascimento, hoje em dia se sabe que não há inconveniente em sair para passear com ele desde os primeiros dias, ademais, o bebê gostará bastante do suave balanço do carrinho, de ouvir sons novos e de ver uma paisagem diferente da do hospital. E vocês, pais, se sentirão mais livres por poder transportá-lo.

Dica
O bebê não deve ir excessivamente agasalhado, mas tampouco deve sentir frio. Levar um cobertorzinho, mesmo em dias de mais calor será fundamental, pois sabemos que a mudança de tempo pode ocorrer em qualquer estação do ano. Mantenham-no protegido de correntes de ar e não o exponham ao sol por muito tempo: sua pele ainda é muito delicada.

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